domingo, 9 de janeiro de 2011

Ainda sobre a autoestima...

Hoje esta minha amiga, a da conversa do post de ontem,  me enviou uma mensagem sobre o orkut sobre egoísmo. Ela disse que não é egoísmo vivermos do jeito que queremos. Egoísmo é obrigarmos os outros a viverem do jeito que nós queremos que eles vivam. Gente é tão simples... Por que levei trinta e cinco anos para começar a entender? Não sei... Acho que porque nunca parei para pensar sobre isto...
Muito obrigada, amiga! Você está me ajudando muito...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tarde de Sábado

Tarde de sábado sozinha em casa!!! Que delícia! Tempo para pensar, para ver um filme, para ler um pouco e para postar um comentário no meu blog...
Mais delícia impossível.
Os meus filhos estão com a avó, meu marido está no trabalho e eu estou finalmente de férias. De férias mesmo... Encaminhei o relatório de atividades do ano passado para minha chefe e ... Voila!  Enfim o descanso merecido...
Assisti a um filme francês muito legal: "Tudo pelo Prazer". A diretora é Cécile Telerman e o filme é do ano de 2009.
O filme, simples e sincero, totalmente direto e despretencioso, narra as histórias de três amigas com trinta e poucos anos: Marie, Juliette e Florence. Me identifiquei um pouco com a história das três... rsrsrs
São abordados temas tais como filhos, carreira, dinheiro, mas as histórias giram em torno mesmo é dos relacionamentos amorosos da três amigas.
A Marie passa por uma fase mais complicada no casamento, uma vez que seu marido não trabalha nem a ajuda nos afazeres domésticos; a Florence relaciona-se com um marido ausente e que não a ampara nem a apoia em nada e  a Florence ainda está buscando um parceiro.
É um filme que vale a pena ser visto! É delicado e leve, mas ao mesmo tempo faz pensar...

Eu amo cinema, teatro, música, dança, artes plásticas...
Tudo isso me faz muito bem!
Passar uma tarde assim é melhor que fazer terapia! Fortalece muito minha autoestima. rsrsrs

Explico o comentário: minha terapeuta disse que eu estou com o humor depressivo em razão da minha baixa autoestima.
Ontem, conversando com uma amiga, eu desabafei: não faço a menor idéia de como elevar minha autoestima...
Aí começamos a conversar e ela me falou algumas coisas muito interessantes:

1º - Que fazer terapia é importante por isso, nós falamos só de mim e eu tenho o retorno de como as pessoas me enchergam. Foi aí que eu fiquei bem preocupada, pq eu não quero que ningúem me veja como uma depressiva com a autoestima baixa. Ainda bem que a terapeuta me abriu os olhos.

2º A autoestima está muito ligada a sempre se colocar em segundo plano e eu faço isso direto... É mais fácil, mais cômodo e eu que fico puta comigo mesmo, então ninguém me enche o saco... Pq eu mesma não vou me encher o saco por não ter sido levada em consideração por mim mesma, entende? Só que se colocar em segundo plano sempre é uma opção minha, eu faço isso porque eu quero e ninguém me deve nada por isso, ningúem nunca vai me agradecer por ter me deixado de lado para dar prioridade as suas necessidades. Foi aí que eu comecei a entender...
Meus filhos não vão me amar mais se eu deixar de estudar para ficar com eles em casa o dia todo, meus pais não vão me amar mais se eu deixar de fazer o que eu quero por que minha atitude iria chocá-los, meu marido não vai me amar mais se eu deixar ele fazer o que ele quiser, sem levar em consideração minhas prioridades, minha chefe não vai me amar mais se eu deixar de ter vida para pensar só em trabalho...
Nesse exato momento a ficha começou a cair...
Mas eu vou me amar muito mais se eu não fizer nada disso!!! Emocionei!!!
Eu preciso me amar muito, porque de verdade nessa vida sou só eu e eu. No momento final, a dor quem vai sentir sou eu! Quem vai arcar com os meus prejuízos sou EUZINHA! Meus filhos vão estar casados e cuidando da vida deles, meus pais mortos, minha chefe aposentada e meu marido... sinceramente eu não acho que estaremos juntos até lá...

Elucidativo este insight, mas agora eu preciso freiar os pensamentos, pois tenho que ir buscar os gatinhos na minha mãe!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Escritora do Cotidiano

Escrever para viver mais...
Gosto de escrever. Sempre gostei de ler  e de escrever.
Na quarta série do ensino fundamental já anunciava que pretendia ser escritora. No entanto, nunca movi um músculo em direção a alcançar este objetivo.
Hoje, com trinta e cinco anos, casada e mãe de dois filhos, tento resgatar meus desejos mais antigos. Tento me reconhecer.
Estes anseios fazem parte do projeto que inicio este ano: o de me conhecer melhor.
Explico...
A matenidade é maravilhosa e quem me conhece sabe que uma das poucas certezas que tenho na vida é a de que é muito bom ter filhos. O que ocorre é que depois que as criança nasceram, perdi minha identidade.
Não sei mais que eu sou nem o que o que eu quero.
Não consigo mais chegar ao final de um dia sem estar exausta.
Não encontro mais tempo para organizar meus pensamentos.
Não tenho mais pazer ao ficar só na minha companhia. ( Eu lembro que adorava ficar sozinha...)
Então, decidi que este é  ano de me reconhecer e de me reconstruir.
Resolvi iniciar esta jornada relembrando como eu era quando criança. O que eu esperava, o que eu desejava viver. Será que eu queria ser esta mulher que me transformei? 
O quanto dos meus sonhos de menina tornou-se real? O que pode ainda ser realizado? O que realmente vai ter que ficar no plano dos sonhos?
Pretendo descobrir...
Escrever, por exemplo, eu posso!
Escrever me ajuda a organizar as idéias... Além de ser muito prazeroso!
Posso escrever o que penso, o que vivo, o que imagino, o que sinto...
Posso tornar-me uma escritora do meu cotidiano.
Acho que é um bom começo...
Escrever vai me ajudar a viver mais intensamente. E eu adoro tudo que intenso!
Viva a intensidade!